Definição do conceito de terremoto

Terremoto são vibrações das camadas da crosta terrestre produzidas por fenômenos tectônicos ou vulcânicos. Também são considerados abalos sísmicos, além de serem classificados como eventos geológicos.

As vibrações na superfície podem durar segundos ou minutos, e dependendo da intensidade pode causar grandes catástrofes. Os tremores são causados pela rápida liberação de grandes quantidades de energia na forma de ondas sísmicas.

Um dos motivos para os tremores de terra são as movimentações das placas tectônicas, que ocorre de forma lenta e sucessiva sobre uma camada de rocha parcialmente derretida, ocasionando um processo de pressão e deformação. Quando duas placas se chocam, elas geram um acúmulo de pressão provocando movimentações.

Existem três tipos de movimentos:

  • convergente (quando duas placas se chocam),
  • divergente (quando se movimentam em direções contrárias) e
  • transformante (separa placas que estão se deslocando lateralmente).

A cada choque, a placa que apresenta menor viscosidade (mais aquecida) afunda sob a mais viscosa (menos aquecida). A parte da placa que penetra recebe o nome de zona de subducção. No oeste da América do Sul, por exemplo, o afundamento da placa de Nazca sob a placa Sul Americana originou a cordilheira dos Andes.

Placa de Nazca x Placa Sul Americana

Grande partes dos terremotos ocorrem nas bordas das placas tectônicas ou em falhas entre dois blocos rochosos. As regiões mais sujeitas a terremotos são aquelas próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se formam novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o chamado Cinturão de Fogo.

Entre os efeitos dos terremotos estão: vibração do solo, abertura de falhas, deslizamento de terra, tsunamis e mudanças na rotação da Terra. Além disso temos consequências prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc.

A região onde ocorre a liberação de energia sísmica (ondas sísmicas), ou a falha na rocha, é chamada de região focal ou foco sísmico – hipocentro. O ponto diretamente acima do foco, na superfície da Terra, é chamado de epicentro. A zona ao redor do epicentro é normalmente a mais afetada por um abalo sísmico.

O maior terremoto já registrado foi o Grande Terremoto do Chile, em 1960, atingindo 9.5 na escala de Richter, em seguida o da Indonésia, em 2004, registrando 9.3 na mesma escala. O que um terremoto provoca na superfície da Terra, tal como, tremor sentido pelas pessoas, rachaduras nas paredes ou no solo, desabamentos de edificações, etc., pode ser medido como sua intensidade, na escala denominada Escala Mercalli. A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores.

grande terremoto do Chile em 1960
Estragos feitos pelo grande terremoto do Chile em 1960. Fonte: https://jc.ne10.uol.com.br/

Tremores secundários

Um estudo de geólogos americanos divulgado em Maio de 2008 sugere que terremotos de grandes proporções — como o que devastou a província chinesa de Sichuan, no dia 12 de maio de 2008 — podem provocar tremores secundários em outras partes do planeta.

O indício do fenômeno foi publicado no jornal científico britânico Nature Geoscience, por uma equipe de pesquisadores da Agência de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos (US Geological Survey). De acordo com os pesquisadores, 12 dos últimos 15 grandes terremotos — de magnitude superior a 7 pontos na escala Richter — ocorridos desde 1990 deram origem a ondas sísmicas que provocaram, dias depois, pequenos abalos até em continentes muito distantes do epicentro do tremor original.

Fontes consultadas

Sessenta anos depois, Chile espera novo terremoto de grande magnitude (uol.com.br)

Terremotos – Disciplina – Geografia (seed.pr.gov.br)

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