No final do século 19, o geógrafo norte-americano William Morris Davis, professor de Harvard, desenvolveu sua teoria do “ciclo da erosão”, sustentando que características como vales e planícies eram moldadas por forças físicas como a água. Sua teoria era inovadora, mas não completamente precisa. Ainda assim, a ideia despertou a ciência moderna da geomorfologia, ou o estudo das formas terrestres da Terra.

Às vezes chamado de “o pai da geografia americana”, Davis acreditava fortemente que a geografia deveria ser ensinada não apenas no nível universitário, mas também no ensino fundamental e no ensino médio. Ele também ensinou muitos dos importantes geógrafos que o seguiram, incluindo Ellsworth Huntington, que estudou a relação entre clima e civilização.

Numa altura em que as pessoas acreditavam principalmente que as formas de relevo, como montanhas e vales, tinham sido criadas pela grande inundação bíblica, Davis foi uma das poucas pessoas que pensavam que outras forças estavam a trabalhar. Então, ele concentrou seu estudo em como os rios criavam formas terrestres.

Davis chamou sua teoria de “ciclo geográfico”. Muitos a chamam de ciclo de erosão do relevo. Discussões a parte a teoria de Davis era basicamente assim:

1 – As montanhas são “erguidas” ou empurradas para cima por uma força geológica.

2 – Então, em um estágio que ele chamou de “juventude”, a água que flui através da paisagem esculpe os vales íngremes.

3 – No estágio de “maturidade”, os vales se tornam mais largos e suaves com o passar do tempo.

4 – As montanhas se transformam lentamente em colinas e se achatam no estágio de “velhice”, acabando por deixar apenas uma superfície plana, que Davis chamou de “nível básico”.

5 – Por fim, ocorre o “rejuvenescimento”: ocorre outro levantamento de montanhas e o ciclo recomeça.

Em linhas gerais o ciclo de erosão transforma uma região que antes era montanhosa em um peneplano (superfície plana).

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