De acordo com a Resolução Conama nº 306/2002, gestão ambiental é a condução, direção e controle do uso dos recursos naturais, dos riscos ambientais e das emissões para o meio ambiente, por intermédio da implementação de um sistema de gestão ambiental.

Também é possível definir a gestão ambiental como o conjunto de rotinas e procedimentos que permite uma organização ou comunidade urbana administrar adequadamente as relações entre suas atividades humanas e o ambiente que as abriga, atentando para as expectativas das partes interessadas com objetivo de atenuar ou anular os efeitos negativos sobre os ecossistemas e a qualidade de vida, advindos dessas atividades [1]

Deve-se ressaltar que a gestão ambiental de um determinado recurso ambiental deve ter a participação de um conjunto diversificado de profissionais que incluem: Biólogos, Geógrafos, Engenheiros Ambientais, Gestores Ambientais, Geólogos, entre outros.

Muitos autores também consideram a gestão ambiental como um método de administração empresarial que tem como objetivo e prioridade alcançar o desenvolvimento sustentável por meio da conscientização da sociedade e das organizações, incentivando-os a adotarem práticas conservadoras em relação ao uso dos recursos da natureza.

A preocupação com a questão ambiental

Fundamentalmente, a preocupação ambiental teve início na década de 1960, culminando com a Conferência da ONU, realizada em Estocolmo, em 1972; os resultados da Conferência de Estocolmo foram publicados em 1987, no relatório denominado Nosso futuro comum, também conhecido por Relatório Brundtland, em virtude de a primeira-ministra da Noruega (Gro Harlem Brundtland) ter sido a presidente da comissão [2]

A preocupação com o meio ambiente também é um tema cada vez mais presente no meio empresarial e no mercado de trabalho, configurando-se como um diferencial para as empresas que desejam se destacar na adoção de medidas ambientais que visam a conservação dos recursos naturais.

Com isso, várias organizações têm adotado as normas ISO, que é uma associação de padronização e normatização, visando aprimorar o seu controle de gestão ambiental para se sobressair no mercado e conseguir vender uma ideia de que a empresa está compromissada com a preservação ambiental. As normas da ISO contribuem para promover boas práticas de gestão empresarial e avanço tecnológico, além de facilitar o comércio entre as empresas e as relações entre os diferentes órgãos ambientais. Com isso, as principais certificações ambientais são a ISO 9000, com foco em gestão da qualidade, e a ISO 14000 — para a gestão ambiental.

A certificação ISO 14000 é um aglomerado de condutas técnicas que tem como objetivo administrar da melhor forma possível o meio ambiente. É essa preocupação que determina os padrões para a gestão ambiental em empresas públicas e privadas. As vantagens de implementação da ISO 14000 pelas empresas consiste em melhorar o seu acesso aos mercados, acesso a seguros, a capital de baixo custo, relações com clientes, entre outros.

Para a implementação da Norma ISO 14000 deve haver uma política ambiental do empreendimento. É uma declaração da empresa a respeito de suas diretrizes de gestão ambiental, e a Norma ISO 14001 exige que a política inclua o compromisso com o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis.

[1] VASCONCELOS, Francisca Dalila Menezes; MOTA, Francisco Suetônio. Gestão ambiental, legislação e os recursos hídricos na cidade de fortaleza (CE), Brasil. Revista Brasileira de Ciências Ambientais (Online), p. 1-18, 2020.

[2] http://www2.videolivraria.com.br/pdfs/14860.pdf

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