O Capital

A obra O Capital, conjunto de livros produzidos por Karl Marx, é considerado um marco para o pensamento socialista marxista. Na obra existem uma série de conceitos importantes como: capital variável, mais valia, capital constante, salário, acumulação primitiva, entre outros.

É claro que este pequeno texto não trata destes conceitos em sua profundidade, que só podem ser compreendidos e aprofundados na leitura da obra de Marx. Porém, é um pontapé inicial para que você possa ter uma noção sobre algumas ideias apresentadas por Karl Marx, e com isso, se interessar por ler toda a obra deste importante autor.

E por falar nisso, você pode começar lendo o livro CRÍTICA DO PROGRAMA DE GOTHA disponível para baixar aqui no site.

A acumulação primitiva do capital

Para iniciarmos nossa discussão sobre O Capital, é necessário compreender como tudo iniciou, ou seja, como se deu a acumulação primitiva inicial, onde o capitalismo recém-nascido procurou seus dois meios de produção: a força de trabalho “livre’’ e o capital.

Desde o principio existe esta dualidade, os fortes sobressaem sobre os fracos, daí então se tem o domínio de uns sobre os outros. Além disso, foi no período feudal que este fundamento teve inicio, pois, enquanto os camponeses trabalhavam incansavelmente, os senhores feudais, apenas estabeleciam ordens sobre os trabalhadores, de modo que estes muitas vezes ate morriam inocentemente.

A nobreza é formada pelos donos dos feudos ou senhores feudais. Era considerada a classe mais alta do feudalismo. Dona das grandes propriedades rurais, exercia o poder absoluto sobre as demais classes. Dessa forma, a classe se dividia em suseranos, que eram os donos da terra, e vassalos, que eram os servos trabalhadores.

o capital
Ilustração medieval de homens colhendo trigo com ganchos, exemplificando o exercício do poder sobre as classes mais pobres. Fonte: https://commons.wikimedia.org/

A organização da sociedade

Deste modo, podemos ter noção de como a sociedade vinha sendo organizada. Para que possamos compreender quais são os fundamentos econômicos e sociais da sociedade burguesa, na qual os homens seguem três fundamentos de exigências, a primeira delas é a seguinte: eles devem produzir as coisas, a segunda: distribuem entre si os produtos de sua atividade, e a última é: cada membro consome os produtos distribuídos segundo suas necessidades.

No entanto, o que diferencia uma determinada organização social da outra, é a maneira como se produz e como se faz a distribuição dos produtos fabricados.

Duas formas de produção de trabalho que podem ser  vistas como exemplo é a do agricultor e o padeiro, pois, os dois trabalham para si próprio, ou seja, eles trabalham para suas múltiplas necessidades, e ambos fazem as suas trocas de mercadorias, onde um produz e o outro comercializa.

Condições de produção na sociedade burguesa

Na realidade a sociedade burguesa é uma sociedade produtora de mercadorias, onde esta funciona com produtos privados e independentes. Nela quase todos trabalhadores assalariados não estabelecem relações próximas com o patrão, pois, são apenas empregados, mesmo sendo os meios de produção e os produtos fabricados por eles  mesmos, estes são propriedade dos patrões.

Uma mercadoria se distingue uma das outras conforme as suas qualidades, a forma, o tamanho e o peso, fazendo que ela tenha um sentido  de duplo caráter, ou seja, podem ser trocáveis. Neste processo de troca considera-se o valor de uso e não o “valor’’.

Porém, na troca a mercadoria obtém a função de dinheiro, principalmente se for rara e preciosa, como é o exemplo do ouro. É neste momento que o dinheiro passa atuar como mediador na troca de mercadorias, ou seja, como meio de circulação. A grandeza do valor de uma mercadoria é determinada pela quantidade média de trabalho que se emprega para sua produção.

E esta circulação tem por finalidade aumentar o dinheiro empregado. A “mais- valia’’ o excedente em relação ao valor inicial empregado, contribui para que a riqueza social aumente enormemente. Com isso, enquanto uns enriquecem outras empobrecem. Esta é a verdadeira realidade da situação global.

Considerações finais

Com isso, durante o processo de acumulação, o capital social não apenas aumenta como muda a sua composição. Nesse período se inicia a fase da divisão do trabalho, onde o empresário teve a ideia de colocar cada trabalhador em determinadas partes do trabalho.

Com a chegada das maquinas, o empresário passa a produzir mais mercadorias em menos tempo e em maior quantidade. Porém, teria que vendê-las por preços bem inferiores aos da concorrência, isto também significa dizer que precisou cortar postos de trabalho para diminuir os custos de produção.  

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