Os furacões são considerados eventos ou fenômenos meteorológicos que possuem capacidade de causar enorme destruição por onde passam. Estes fenômenos são classificados pelos meteorologistas de acordo com a velocidade do vento e com os danos provocados em solo. Os furacões costumam receber diferentes nomes de acordo com o local onde ocorrem e com a velocidade dos ventos existentes.

A mais poderosa tempestade do nosso planeta é o furacão. Um furacão é considerado um ciclone tropical que se tornou muito intenso com ventos girando no sentido horário no Hemisfério Sul e em sentido anti-horário no Hemisfério Norte ao redor de um centro de baixa pressão.

O pior ciclone já registrado até hoje foi o ciclone Bhola, registrado em 1970. Este fenômeno atingiu o Paquistão Oriental, atual Bangladesh, e Bengala Ocidental da Índia. O total de vítimas fatais foi estimado 500.000 pessoas.

Quanto mais baixa a pressão em seu centro, mais fortes serão os ventos ao seu redor, tendo que estar acima de 119 km/hora para ser classificado como furacão. Além de águas acima de 26ºC e ventos que não podem variar muito com a altura, outras condições na atmosfera precisam estar presentes para a formação dos furacões. Ele é um fenômeno que se forma nas águas quentes das regiões tropicais.

Até o Furacão Catarina, a grande exceção era o Atlântico Sul. Ocorrem com maior frequência no Atlântico Tropical Norte, Pacífico Tropical Oriental, Pacífico Tropical Norte Oriental e Pacífico Tropical Sul Oriental, além do Oceano Índo centro do furacão há uma região sem nuvens e com ventos calmos, chamada de olho do furacão. Nesta região, há movimentos de ar descendentes, ao lado de uma grande área circular de centenas de quilômetros com vigorosos movimentos ascendentes do ar, o que provoca formação de nuvens e muita chuva.

O maior perigo está na água, pois a pressão baixa no olho do furacão pode levar bilhões de toneladas de água do mar para as praias formando uma tempestade de grandes proporções. Por isso quase 90% das vítimas de furacão morrem afogadas.

Formação de um furacão

Quando sua rota segue em direção às áreas povoadas, o resultado é desastroso. Uma inquietação no tempo, oceanos tropicais mornos, umidade, e ventos relativamente fortes em níveis superiores da atmosfera são as condições necessárias que podem combinar e dar origem a ventos violentos, ondas gigantes, chuvas torrenciais, e inundações associadas a este fenômeno.

Para medir a intensidade dos furacões utiliza-se a escala Saffir-Simpson, ela mede a força dos ventos numa categoria que vai de 01 a 05. O furacão Katrina, em Agosto de 2005, deixou um rastro de destruição em seu caminho , chegou à categoria 5 ao se aproximar de Louisiana, nos Estados Unidos.

De acordo com o lugar onde se formam, ganham nomes diferentes. No oeste do Pacífico, nas regiões do Japão, China, Coreia, Filipinas são chamados de tufões e de furacão quando ocorrem no oceano Atlântico.

A velocidade de seus ventos atingem até os 300Km/h. Normalmente, possuem entre 450Km e 650Km de diâmetro e a distribuição do vento e das nuvens ao seu redor é igual.

Ciclone

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais.

A origem dos ciclones é ainda um mistério para os cientistas. Ninguém sabe direito como se formam essas monstruosas colunas, que carregam uma energia equivalente a de uma bomba atômica. É uma grande massa de ar que executa um movimento giratório muito rápido, mudando muito depressa de lugar na superfície da Terra. Quando isso ocorre, o mar pode ser violentamente perturbado. Algumas vezes, na região que gira, fica com muito pouco ar, e ele gira como se fosse uma coluna oca.

Há também várias outras formas de ciclones, como os ciclones extra-tropicais, onde também os ventos giram em torno de um centro de baixa pressão, mas os processos físicos de formação e manutenção são muito distintos daqueles que atuam nos ciclones tropicais.

Ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado, por exemplo, é normalmente de alguns minutos.

O pior ciclone de que se tem conhecimento ocorreu em 12 de novembro de 1970 no Paquistão Oriental , quando morreram entre 300 e 500 mil pessoas . Foram registrados ventos de até 240km/h e uma onda de 15 m de altura atingiu a costa do Paquistão Oriental, o delta do ganges e as ilhas do Bhola, Hatia, kukri mukri e manpura.

Tufão

Os tufões necessitam de uma área maior de oceano quente para viajar e se fortalecer. O tufão é um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora, ou mais, e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. Mais de 20 tufões se formam no oeste do pacífico em um ano comum. A diferença entre o tufão e o furacão está na área de atuação.

O tufão tem uma extensão geográfica maior do que a do furacão, mas os ventos são mais calmos, não há nuvens espiraladas nem a formação de “olho”. A ocorrência de um tufão não indica necessariamente que haja tempestade, embora seja comum os tufões virem acompanhados da formação destas. Quando se forma longe da Linha do Equador, em águas frias, ele é chamado de ciclone extratropical.

O tufão “Ike”, com ventos de 220Km/h, que atingiu as Filipinas em dois de setembro de 1985, matou 1363 pessoas, feriu 300 e deixou 1,12 milhões de desabrigadas.

Como são escolhidos os nomes dos furacões?

Os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 km/h e ao contrário do que a maioria pensa seus nomes não são somente femininos. Atualmente, quem escolhe os nomes é o comitê da Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra, ele mantém uma lista de 126 nomes, metade masculinos e metade femininos, que são repetidos em um ciclo de 6 anos.

Quando um furacão causa danos excessivos seu nome é retirado da lista. Desde que foi implantada, 67 nomes já foram retirados. O primeiro a deixar a lista foi Hazel em 1954 e o últimos foram Dennis, Katrina, Rita, Stan e Wilma, na violenta temporada de 2005.

A temporada de furacões e tempestades no Atlântico, que começou em junho de 2017, já passou por Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert e Harvey até chegar a Irma, José e Katia. Se estivéssemos na região leste do Pacífico, no entanto, estaríamos mais familiarizados com os nomes Adrian, Beatriz, Calvin, Dora, Eugene, Fernanda, Greg, Hilary, Irwin, Jova e Kenneth.

Existem seis listas com 21 nomes, de A a W, para a bacia do Atlântico e seis com 23 nomes, de A a Z, para a do Pacífico Norte-oriental (a costa americana) e, como uso é rotativo, em 2023, Harvey ou Irma podem aparecer novamente.

No caso do Atlântico, se a quantidade de furacões em um ano superar os 21, a identificação continua adiante utilizando as letras do alfabeto grego: Alfa, Beta, Gama, Delta…

Os nomes, que não devem ser traduzidos, são tirados dos idiomas das zonas afetadas. Dessa forma, para o Atlântico os nomes são em inglês, espanhol e francês.

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