ACRE

Economia, clima, história, vegetação e hidrografia do Acre

Governador GLADSON DE LIMA CAMELI   [2019]
Capital Rio Branco   [2010]
Gentílico acriano
Área Territorial 164.123,964 km²   [2019]
População estimada 894.470 pessoas   [2020]
Densidade demográfica 4,47 hab/km²   [2010]
Matrículas no ensino fundamental 157.646 matrículas   [2018]
IDH Índice de desenvolvimento humano 0,663   [2010]
Receitas realizadas 6.632.883,10836 R$ (×1000)   [2017]
Despesas empenhadas 6.084.416,8063 R$ (×1000)   [2017]
Rendimento mensal domiciliar per capita 890 R$   [2019]
Total de veículos 277.831 veículos   [2018]
Fonte: IBGE, 2020.

Vegetação

Todo o Estado do Acre está situado sob a maior floresta tropical do Mundo, a
Floresta Amazônica, sendo que grande parte está intocada pelo homem, muitas áreas estão
protegidas principalmente pelo estabelecimento de florestas de proteção integral, reservas indígenas e reservas extrativistas.

Clima

O clima no acre é o Equatorial com características Quente e Úmido (existe o período das chuvas que enchem os rios de água e o período das secas que faz com que os rios tenham um fluxo baixo de água presente em seu leito). A temperatura pode ser considerada como é alta no ano inteiro, ressaltando que existe alguns dias no ano em que a temperatura despenca, caracterizando o fenômeno da friagem.

Formação econômica e o processo de anexação do Acre ao Brasil

Os seringais da Amazônia, fornecedores de um líquido branco, denominado pela ciência de “látex”, e pelos seringueiros de “leite de seringa”, começaram a ser explorados para atender às indústrias dos Estados Unidos e países europeus como a Inglaterra, a partir da segunda metade do século XIX.

Recebe o nome de Tratado de Petrópolis o documento firmado entre a Bolívia e o Brasil a 17 de novembro de 1903. Assinado naquela cidade do estado do Rio de Janeiro, este tratado tornou oficial a anexação do atual estado do Acre ao território brasileiro.

Desde a segunda metade do século XIX, alguns brasileiros, sobretudo nordestinos fustigados por sucessivas secas em suas áreas instalam-se na bacia do rio Acre, para se dedicar à atividade extrativista (leia-se extração do látex, matéria-prima da borracha, obtido das seringueiras, árvores nativas do lugar). Sem conhecer ou se importar com títulos de propriedade, estes
migrantes começam a ocupar as terras, cuja maior parte pertencia à Bolívia. As fronteiras
permaneciam inexatas, apesar de estabelecidas reiteradas vezes por tratados internacionais.

O ideal dos revolucionários acreanos do início do século XX eram claros. Mesmo com a falta de apoio do governo federal, que pronunciou-se contra a disputa com a Bolívia, os cearenses decidiram conquistar de fato a terra que escolheram para trabalhar, construir suas moradias e sustentar suas famílias.

Diante da negativa do governo federal e da impossibilidade de exercerem seu patriotismo eles decidira lutar bravamente para continuarem sendo brasileiros. Queriam ser anexados ao Brasil como estado autônomo da federação. Com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, o Acre é anexado ao Brasil, mas na condição de território.

Por esse instrumento, ficou acordado que a Bolívia receberia compensações territoriais em vários pontos da fronteira com o Brasil. O governo brasileiro se comprometeria a construir a Estrada de ferro Madeira-Mamoré, e preservaria a liberdade de trânsito pela ferrovia e pelos rios até o oceano Atlântico, facilitando o escoamento das exportações bolivianas. Como não havia
equivalência entre as áreas permutadas, estabeleceu-se, ainda, uma indenização de dois milhões de libras esterlinas, a ser paga pelo Brasil em duas parcelas.

A Bolívia cederia a parte meridional do Acre, reconhecidamente boliviana, mas povoada por brasileiros, e desistiria da reclamação da outra parte do território mais ao norte, também ocupada só por brasileiros.

Hidrografia

Em 1997, foi decretada a Lei Nacional de Recursos Hídricos e criado o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, que define a bacia hidrográfica como a unidade territorial para implementação dessa política e atuação desse sistema. Em 2002, o Conselho Nacional de
Recursos Hídricos definiu a Divisão

Hidrográfica Nacional em regiões e bacias hidrográficas. O Estado do Acre, nessa Divisão, faz parte da Região Hidrográfica do Amazonas, em nível 1, na Região Hidrográfica do Solimões, em nível 2, e nas Bacias Hidrográficas do Javari, Juruá e do Purus, em nível 3.

Os rios mais importantes do Acre são: Rio Juruá, Riu Purus, Rio Acre, Rio Taraucá, Rio Muru, Rio Embirá e Rio Xapuri.

Mapa do Acre – Fonte: IBGE

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