Resenha do livro O Capital

A obra O Capital, conjunto de livros produzidos por Karl Marx, é considerado um marco para o pensamento socialista marxista. Na obra existem uma série de conceitos importantes como: capital variável, mais valia, capital constante, salário, acumulação primitiva, entre outros.

É claro que este pequeno texto não trata de todos os conceitos tratados na obra de Marx, porém, é um pontapé inicial para que você possa ter uma noção sobre algumas ideias apresentadas por Karl Marx, e com isso, se interessar por ler toda a obra deste importante autor. E por falar nisso, você pode começar lendo o livro CRÍTICA DO PROGRAMA DE GOTHA disponível para baixar aqui no site.

A acumulação primitiva do capital

Para iniciarmos nossa discussão sobre O Capital, é necessário compreender como tudo iniciou, ou seja, como se deu a acumulação primitiva inicial, onde o capitalismo recém-nascido procurou seus dois meios de produção: a força de trabalho “livre’’ e o capital.

Desde o principio esta dualidade existe, os fortes sobressaem sobre os fracos, daí então se tem o domínio de uns sobre os outros. Foi no período feudal que este fundamento teve inicio, pois, enquanto os camponeses trabalhavam incansavelmente, os senhores feudais, apenas estabeleciam ordens sobre os trabalhadores, de modo que estes muitas vezes ate morriam inocentemente.


A nobreza é formada pelos donos dos feudos ou senhores feudais. Era considerada a classe mais alta do feudalismo. Dona das grandes propriedades rurais, exercia o poder absoluto sobre as demais classes. Dessa forma, a classe se dividia em suseranos, que eram os donos da terra, e vassalos, que eram os servos trabalhadores.


Deste modo, podemos ter noção de como a sociedade vinha sendo organizada. Para que possamos compreender quais são os fundamentos econômicos e sociais da sociedade burguesa, na qual os homens seguem três fundamentos de exigências, a primeira delas é a seguinte: eles devem produzir as coisas, a segunda: distribuem entre si os produtos de sua atividade, e a última é: cada membro consome os produtos distribuídos segundo suas necessidades. No entanto, o que diferencia uma determinada organização social da outra, é a maneira como se produz e como se faz a distribuição dos produtos fabricados.

Duas formas de produção de trabalho que podem ser  vistas como exemplo é a do agricultor e o padeiro, pois, os dois trabalham para si próprio, ou seja, eles trabalham para suas múltiplas necessidades, e ambos fazem as suas trocas de mercadorias, onde um produz e o outro comercializa.

Mas será que isto ocorre na sociedade burguesa e quais são as condições da sua produção?

Na realidade a sociedade burguesa é uma sociedade produtora de mercadorias, onde esta funciona com produtos privados e independentes. Nela quase todos trabalhadores assalariados não estabelecem relações próximas com o patrão, pois, são apenas empregados, mesmo sendo os meios de produção e os produtos fabricados por eles  mesmos, estes são propriedade dos patrões.

Uma mercadoria se distingue uma das outras conforme as suas qualidades, a forma, o tamanho e o peso, fazendo que ela tenha um sentido  de duplo caráter, ou seja, podem ser trocáveis. Neste processo de troca considera-se o valor de uso e não o “valor’’. Porém, na troca a mercadoria obtém a função de dinheiro, principalmente se for rara e preciosa, como é o exemplo do ouro. É neste momento que o dinheiro passa atuar como mediador na troca de mercadorias, ou seja, como meio de circulação. A grandeza do valor de uma mercadoria é determinada pela quantidade média de trabalho que se emprega para sua produção.

E esta circulação tem por finalidade aumentar o dinheiro empregado. A “mais- valia’’ o excedente em relação ao valor inicial empregado, contribui para que a riqueza social aumente enormemente. Com isso, enquanto uns enriquecem outras empobrecem. Esta é a verdadeira realidade da situação global.

Durante o processo de acumulação, o capital social não apenas aumenta como muda a sua composição, vejamos bem como se encontra esta composição: O capital variável aumenta: a acumulação pode ter lugar de forma primaria, a nível quantitativo. A produção aumenta com base no mesmo nível tecnológico.  O capital constante aumenta: A acumulação pode ter lugar do mesmo modo. A nível qualitativo: aperfeiçoamento da tecnologia, e redução de força de trabalho.

PAREI AQUI

É quando entra na fase da divisão do trabalho no qual o empresário teve a ideia de colocar cada trabalhador em determinadas partes do trabalho, que por sua vez ele acabaria fazendo melhor e mais rápido.   Mas com a chegada das maquinas, o empresário passa a ter suas vantagens e desvantagens, pois, passou a produzir mais mercadorias em menos tempo e em maior quantidade, porém teria que vendê-las por preços bem inferiores aos da concorrência, isto também significa dizer que precisou de menor quantidade de trabalhadores. O que acarretou um grande numero de desempregos, que gerou também muita fome e miséria, para a sociedade. 

Ainda convém mencionar que, os trabalhadores foram em busca de seus direitos, mesmo não tendo êxito, pois, enquanto estavam reclamando de seus trabalhos, havia um numero incalculável de desempregados esperando sua saída para poder ocupa-los, isto se chama o “exército de reserva’’. 

Dado exposto , vê-se que o contexto não é bem diferente do que ocorre na sociedade atual pois ,o sistema sempre prevaleceu desta forma, isto é fato, porque o mundo capitalista é desta forma que sobrevive e existe, uns dominam os outros, e quem tem mais dinheiro é quem domina. A sociedade capitalista sempre esteve dividida assim desta maneira, desde os primórdios da humanidade.

Referência

MAX E MIR. O capital de k. Max. São Paulo: Espaço. Sd. (tradução de Mario Curvello).p.(9-65).

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